17/09/2018

Crise financeira nos Institutos Federais poderá ter reflexo em Barretos

Créditos: Tininho Júnior


Acontecerá hoje (17/09) às 16h, Audiência Pública 1, no Campus do Instituto Federal de Barretos, para discussão do plano de desenvolvimento institucional – PDI 2019/2023, onde prevê a revisão e atualização do Plano de Oferta de Cursos e Vagas do Campus Barretos. De acordo com comentários pode ocorrer o fechamento do curso técnico em Agronegócio. A Audiência Pública 2 está prevista para o dia 25 de setembro às 19h, também no Instituto Federal – Campus Barretos.


Em razão de um possível fechamento do curso técnico em Agronegócio, o vereador Paulo Correa (PR) está indagando a Diretora do Instituto Federal – Campus Barretos e encaminhando ofício ao Ministro da Educação, ao Secretário da Secretaria de Educação profissional e Tecnológica: SETEC, ao Presidente do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação profissional, Cientifica e Tecnológica: CONIF, ao Reitor do Instituto Federal de São Paulo e pedindo apoio ao Deputado Federal Márcio Alvino (PR).


A crise nos Institutos Federais começou no início do governo Dilma onde o Ministério da Educação perdeu R$ 10 bilhões e em 2016 mais R$ 6,4 bilhões, sendo que em 2017, no governo Temer, os Institutos Federais perderam 10% do orçamento de custeio e 30% do investimento (usado para obras, equipamentos e mobiliário), comprometendo contratos com empresas de segurança, limpeza, estágio, atividades de informação e capacitação, em como viagens técnicas com estudantes. Em março de 2018, a nova reordenação do Instituto Federal a portaria 287/2018 já revogou a autorização de funcionamento do Campus avançado de Sobradinho. O que preocupa os reitores é que se esse novo ordenamento mexerá na lei de criação dos Institutos Federais, lei 11.892.


“Barretos enfrenta a morosidade na instalação de uma Fatec, se ainda perdermos cursos técnicos gratuitos será péssimo, pois não há futuro para uma cidade que não tem sistema forte de educação, ciência e tecnologia para o salto qualitativo”, disse Paulo Correa.


Aline Trinca / Assessoria Parlamentar


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